Quem tem interesse por cultura popular maranhense, não pode deixar de ler certos autores, como Sérgio e Mundicarmo Ferretti, que não só contribuíram com uma vasta bibliografia como também colaboram para a manutenção dos saberes relacionados à cultural e religião de São Luís do MA.
Aqui vão algumas dicas:
FERRETTI, Sergio F. Repensando o Sincretismo. São Paulo/São Luís: EDUSP/FAPEMA, 1995, 234 p. Revisão da bibliografia sobre o conceito de sincretismo na literatura sócio-antropológica e nos estudos realizados no norte e nordeste do Brasil, com revisão das principais tendências teóricas que tratam do assunto. Ênfase no sincretismo como mistura, paralelismo e convergência. Análise de rituais realizados na Casa das Minas Jeje | |||||
| ISBN 85-87949-04-7 | |||||
Pajelança do Maranhão no século XIX: o processo de Amélia Rosa, editado pela Comisão Maranhense de Folclore e pela FAPEMA é resultado de trabalho do grupo de pesquisa Religião e Cultura Popular (DCS-UEMA). Foi organizada pela profa. Dra. Mundicarmo Ferretti que, além de autora da apresentação e de dois capítulos sobre religião afro-brasileira e pajelança de negro no Maranhão, é coordenadora da pesquisa. Tem prefácio do prof. Dr. Flávio Gomes, da UFRJ, e está sendo recomendado pelos presidentes da CMF e da FAPEMA: prof. Dr. Sergio Ferretti e prof. Dr. Edson Nascimento. Pajelança do Maranhão no século XIX: o processo de Amélia Rosa tem como centro de interesse um processo-crime do final do período escravocrata (1876-1878), localizado do arquivo histórico do Tribunal de Justiça do Maranhão, e transcrito pela professora e historiadora Jacira Pavão. O processo foi movido contra Amelia Rosa - negra alforriada, cognominada “rainha da pajelança”, e nove mulheres negras do seu grupo. Na obra, a pajelança de Amélia Rosa é apresentada como manifestação religiosa de negros anterior ao aparecimento do Tambor de Minae do Terecô, sincrética, mas autônoma em relação à igreja e organizações católicas. O caso de Amélia Rosa é analisado por Mundicarmo Ferretti levando em conta o elevado grau de preconceito contra o negro existente na época e estabelecendo uma comparação entre ele e o processo-crime movido um pouco antes contra a futura baronesa de Grajaú, acusada de assassinar dois meninos escravos, filhos de uma das mulheres que foram condenadas com Amélia Rosa. Alem de comentários e interpretações sobre o caso de Amélia Rosa, encontram-se no livro a transcrição literal do processo-crime e de outros documentos relacionados a ele, localizados no Arquivo Público do Estado do Maranhão e na Biblioteca Pública Benedito Leite. A obra que está sendo lançada destina-se não apenas a estudiosos de antropologia, sociologia, história, direito, lingüística e de outras áreas de conhecimento, mas também a militantes do movimento negro e a pessoas ligadas às religiões afro-brasileiras e ao campo das medicinas alternativas.
FERRETTI, Mundicarmo M. R.. Maranhão Encantado: encantaria maranhense e outras histórias. São Luís: UEMA. 2000, 123 p. Ilustrado com desenhos de Ciro Falcão. O livro é uma coletânea de narrativas maranhenses sobre entidades espirituais recebidas em transe mediúnico em terreiros de Mina, Terecô, Umbanda, salões de curadores e pajés. Apesar de muitas dessas histórias serem fantásticas, não podem ser classificadas na mesma categoria de “contos de fadas” e de “histórias de Trancoso”, e nem devem ser encaradas como como ficção, pois tratam de seres em cuja existência muitos acreditam e de experiências vividas por diversas pessoas conhecidas por sua comunicação com eles. |
Para ver toda a lista dos livros publicados e com a colaboração dos autores, acesse:
E boa leitura! ;)

0 comentários:
Postar um comentário